Cidade

Histórico

Em 1877, foragidos de terrível seca, os irmãos Nazário, Marçal e Rodrigo da Costa Azevedo, procedentes de Novo Oriente, Ceará, chegaram à localidade onde hoje está situada a Sede do Município. Por edificarem suas casas numa baixada cercada de pequenos morros, o local ficou conhecido pelo nome Morrinhos.

A cerca de dois quilômetros, na localidade Santa Rita, formava-se outra povoação, que contava com comércio mais adiantado e uma feira-livre. Vários moradores, insatisfeitos com a recusa da doação da área onde estavam situadas suas casas e o galpão de feira, retiraram-se para Morrinhos, onde foram prontamente atendidos.

Com a chegada dos novos moradores, foi organizada uma feira nos moldes da que funcionava em Santa Rita. O comércio crescia a tal ponto que o dia 8 de setembro de 1928, em que se deu a transferência da feira de Santa Rita para Morrinhos, foi considerado o marco divisor da história do povoado.

Logo depois, foi construída a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Padroeira da Cidade, em terras doadas por Benedito Luís de Moraes.

Morrinhos era passagem e parada obrigatória dos comboios que se dirigiam para Teresina. A estrada carroçável, ligando a Capital ao Sul do Estado e, mais tarde, a implantação da maior via de transporte do Piauí, fizeram com que Morrinhos se transformasse em importante pólo de progresso da grande Teresina.

A lavoura, a pecuária e a extração de babaçu e tucum eram suporte econômico de vulto que o colocava na liderança na região.

Quando elevado à categoria de Cidade, em 1963, a denominação foi mudada de Morrinhos para Demerval Lobão, em homenagem ao ilustre advogado e político piauiense, Demerval Lobão Veras, falecido em acidente rodoviário nas proximidades de Morrinhos em campanha política ao Governo do Estado.

Gentílico: Demervalense